10 de junho de 2014

Sacanagem

“Esta é a semana dos namorados, mas não vou falar sobre ursinhos de pelúcia nem sobre bombons. É o momento ideal pra falar de sacanagem.

Se dei a impressão de que o assunto será ménages à trois, sexo selvagem epráticas perversas, sinto muito desiludí-lo. Pretendo, sim, é falar das sacanagens que fizeram com a gente.

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é racionado nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que jánascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais rápido.

Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”, duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.

Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Ninguém nos disse que chinelos velhos também têm seu valor, já que não nos machucam, e que existe mais cabeças tortas do que pés.

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que poderíamos tentar outras alternativas menos convencionais.

Sexo não é sacanagem. Sexo é uma coisa natural, simples – só é ruim quando feito sem vontade.
Sacanagem é outra coisa. É nos condicionarem a um amor cheio de regras e princípios, sem ter o direito à leveza e ao prazer que nos proporcionam as coisas escolhidas por nós mesmos.”

- Martha Medeiros -


9 de junho de 2014

Inveja


Às vezes olhando a minha volta, percebendo esse mundo em que vivemos, me dou conta que certos detalhes que elevam a alma humana se perderam por aí… Amizade sincera e desinteressada, amor puro e verdadeiro, honestidade, fidelidade, verdade, lealdade… parecem ter rolado ralo a baixo nesses dias tão estranhos… Rostos falsos, gestos dissimulados, pessoas de plástico, que nada tem pra oferecer… e que nada querem além do que é de outrem…
Dos pecados capitais, se acabam na inveja, se corroem por dentro, fingindo ser o que não são, falsificando sentimentos que não tem, vivendo uma grande ilusão… Atrapalhando algumas vidas, prejudicando outras, distribuindo traição…


5 de junho de 2014

Você sabe a diferença entre VOCÊ e TU?

Ahhh... eu acho que vc pensa que sabe!! rsrsrs
Mas segue um pequeno exemplo, que ilustra muito bem essa diferença:

O Diretor Geral de um Banco, estava preocupado com um jovem e brilhante Diretor, que depois de ter trabalhado durante algum tempo com ele, sem parar nem para almoçar, começou a ausentar-se ao meio-dia.
Então o Diretor Geral do Banco, chamou um detetive e disse-lhe:
- Siga o Diretor Lopes durante uma semana, durante o horário de almoço.
O detetive, após cumprir o que lhe havia sido pedido, voltou e informou:
- O Diretor Lopes sai normalmente ao meio-dia, pega o seu carro, vai à sua casa almoçar, faz amor com a sua mulher, fuma um dos seus excelentes charutos cubanos e regressa ao trabalho.
Responde o Diretor Geral:
- Ah, bom, antes assim. Não há nada de mal nisso.
Logo em seguida o detetive pergunta:
- Desculpe, mas posso tratá-lo por tu?
- Sim, claro! – respondeu o Diretor surpreendido!
- Bom então vou repetir:
- O Diretor Lopes sai normalmente ao meio-dia, pega o teu carro, vai a tua casa almoçar, faz amor com a tua mulher, fuma um dos teus excelentes charutos cubanos e regressa ao trabalho… 

Entendeu agora?


3 de junho de 2014

Amar loucamente, mas primeiro a si próprio...

"Amar loucamente soa contraditório, pois o amor deve ser sadio e tranqüilo, portanto não deveria ter nada de loucura.

Além disso, o amor requer independência, o que quer dizer poder ficar bem sem o outro. É muito bom quando duas pessoas que podem viver sozinhas descobrem o desejo de viverem juntas, não porque precisam ou por dependência, mas por escolha, por preferência.

A atração sexual não é sinal de amor pois ela, em princípio, sempre existe entre pessoas sadias. E um bom entendimento na relação sexual é natural quando as pessoas se gostam. Sexo é bom e gostoso, nada mais lógico que as pessoas se dêem bem sexualmente. Isso não é nenhuma grande conquista, nem algo difícil de ser alcançado.

Realmente difícil entre um homem e uma mulher é desenvolver uma relação afetiva de mútuo entendimento e respeito, com admiração, consideração e carinho.

É preciso tomar cuidado e não acreditar que para nos sentirmos bem e sermos felizes precisamos de uma pessoa que nos ame. Na verdade, nossa grande necessidade é do nosso próprio amor.

Se nos amamos, podemos cuidar bem de nós mesmos; se não, por mais amores que sejamos capazes de despertar, nos sentiremos sempre insatisfeitos.

Nossa independência está relacionada com nossa capacidade de zelarmos sozinhos por nossa felicidade. Só assim podemos ser felizes com outra pessoa."

- Luiz Alberto Py


1 de junho de 2014

Efeito Borboleta

"E o efeito borboleta? 
- É, o nome é lindo, mas a história é ligeira...


Há alguns anos, Lorenz desafiou seu velho e inseparável computador: “por que tem sido possível prever, com segurança, o movimento das marés, e o mesmo não acontece com relação a atmosfera?”, perguntou ele à maquina.

Lorenz desenvolveu equações complexas, apresentou mil variáveis, criou programas complicadíssimos, até chegar a seguinte conclusão: o instável move o universo!

Portanto, o deslocamento de ar, suave e delicado das asas de uma borboleta sobre a Muralha da China poderá provocar, muito tempo depois, um furacão no centro de Paris – isto é cientificamente viável. 

Agora… a culpa é dos chineses, dos franceses ou da borboleta?
- Sempre inconstantes, só os ventos saberiam responder…"