4 de agosto de 2009

Gente de valor

"Há alguns dias reluto em entrar num assunto que me incomoda. Na verdade não só a mim, como a muitas outras pessoas com quem tenho o prazer de conviver diariamente. Digo pessoas pois uma daquelas coincidências do destino, me fez ver que, mais uma vez, isto não é um problema isolado.
Não é em termos, pois como homem, posso me dar ao luxo de ignorar o assunto. Porém, não me considero um homem moderno em termos de comportamento "conjugal". Sou das antigas, abro porta de carro, tiro o paletó em dia de frio para proteger a companhia, tomo chuva se o guada-chuva for pequeno.
Mas em diferentes conversas, percebi que há um certo consenso na desvalorização da mulher. Calma, não são todos os casos, mas vejo que gente muito bonita, inteligente e sociável tem reclamado a falta de parceiros. A maior queixa é encontrar homens que só pensam na próxima conquista, como se estivessem fazendo marcas na cabeceira da cama para controlar o ritmo do "abate". Homens que desistem ao primeiro sinal de dificuldade na obtenção do objetivo principal que norteia seu comportamento ao sair com uma garota, passar a noite juntos.
Ora senhores, e porque não leitoras também, será que as relações sentimentais estão reduzidas à uma noite de prazer? Será que a conquista física é realmente superior em qualidade e bem estar, sobre uma conquista amorosa? Será que devemos nos contentar em viver solitários, enquanto provamos um parceiro por noite?
Acredito que não, sinceramente acredito que o sexo é resultado de uma relação mais profunda que a camada de perfume que passamos ao sair de casa. Sexo não é nem de longe uma experiência que valha a pena ser comparada com o ato de fazer amor. Sem amor é apenas um ato mecânico que pode ser comercializado nas melhores casas noturnas de São Paulo. O livro da Bruna Surfistinha está aí para provar isto.
Sei que o homem é um ser incorrigível, que ainda sucumbe àquela parte do cérebro que carrega um tacape e veste uma pele de leopardo, mas o próprio homem não consegue mais perceber que a satisfação física imediata, contribui para o grande vazio que se forma dentro de seu peito com o passar do tempo.
Às mulheres, pouco adianta recomendar, tenho a impressão que há muito mais mulheres solteiras disponíveis do que homens. Para um professor de marketing, isto equivale a dizer que o preço de mercado está caindo porque a oferta é grande. Querem saber, já caiu, pois hoje ninguém leva flores ou chocolates, quem abre a porta é o manobrista, quem a paga a conta sem dividir é trouxa.
Estão errados? claro que sim, mas quando encontramos muitas mulheres que aceitam se sujeitar a isto, não haverá sinal de mudança no ar. Perdemos todos com isto.
Não sou dono da verdade, mas me parece que quanto mais as mulheres se desvalorizam, menos os homens estão dispostos a pagar. Caindo assim numa espiral descendente, transformando a mulher em popozuda, cachorra, bandida entre tantos outros apelidos generosos e elogiosos.
Depois não adianta reclamar que ninguém respeita ninguém."

- Não sei quem é o autor


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