16 de fevereiro de 2007

o verso mata-se para reviver...

por fora, trago o sabor da amora;
por dentro, uma saudade que devora.

por fora, comemoro a vida;
por dentro, sou veia cava obstruída.

por fora, um banquete sobre a mesa;
por dentro, essa dinamite acesa.

morreu o cravo, sonhando a margarida.
no próprio espinho, a rosa, se viu ferida.

por fora, a poesia move;
por dentro, o verso suicida.

- Marcos Caiado


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