16 de dezembro de 2008

Almas Gêmeas existem! Bom, pelo menos a minha existe!

“Assim que cheiraram o pó de pirlimpimpim, que é o pó mais mágico que as fadas inventaram, sentiram-se leves como plumas, e tontos, com uma zoeira nos ouvidos. Parecia sonho. Como bolhas de sabão levadas por um vento de extraordinária rapidez.”
- Monteiro Lobato em “Reinações de Narizinho”

Eu estava pensando, fazia tempo que eu queria escrever sobre esse assunto, que é sempre tão polêmico.
Os românticos vão sempre dizer que suas almas gêmeas existem e eles até já a encontraram, ou que elas existem mas estão ainda perdidas por aí, esperando o momento exato pra se encontrarem e reconhecerem.
Os céticos vão dizer que isso é papo de romântico, que o que importa é estar feliz com quem se está no momento, que essa história de alma é coisa de religião, e de gêmeos é papo de maternidade.
Eu não sou nem muito romântica, nem tanto cética, mas posso garantir que pelo menos a minha alma gêmea eu encontrei! E ela apareceu do jeito mais inesperado possível.

Na época eu estudava de manhã, mas tive que repor umas 3/4 aulas à noite. Lá estava eu, com metade do cabelo preso e a outra metade solta parecendo um espanador, sentada, esperando o começo do que seria finalmente a última aula de reposição quando ela apareceu, entrando na sala olhando na minha direção, e por um instante o tempo parou. Eu podia ver às pessoas a minha volta, mas elas não faziam o menor sentido, e eu sabia que elas estavam falando mas eu não ouvia nada. Sabe quando a Sininho joga o pó de pirlimpimpim e tudo em volta fica brilhando? Foi assim, sem tirar nem por!

E quando dei por mim, minha alma gêmea havia me encontrado, e depois dela, tudo o que era, era nada, e só com ela era sentido! Paz e tormenta, alegria e tristeza, calma e fúria, frio e calor, absoluto, completo, inteiro, intenso. Uma sensação que mesmo querendo, mesmo tentando, eu não consigo descrever.


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