8 de dezembro de 2008

Que seja infinito enquanto dure...

Outro dia eu estava no elevador do trabalho e 3 amigas estavam conversando sobre fidelidade. Uma delas estava reclamando horrores que o namoro dela estava por um fio porque ele tava sempre cheio de graça com outras, que o telefone dele estava sempre tocando, que a lista de meninas era enorme, e blá blá blá...
E aí eu estava pensando... Namorar é se comprometer. É um poder contar com o outro mas se respeitar ao mesmo tempo. E, até onde eu vejo, isso sempre inclui a expectativa de fidelidade. A infidelidade pega fundo e põe muito relacionamento por água abaixo, afinal, ninguém gosta de ser enganado. Quem namora quer ter confiança, que ter certeza de que o outro está junto porque quer estar e está feliz com isso. Por isso fidelidade é tão importante. É um sinal de respeito ao relacionamento.
Mas sejamos realistas - não dá pra levar tudo a ferro e fogo. A gente namora, mas a vida continua. Nem todos os momentos – felizes ou tristes – dizem respeito somente aos dois, que não são grudados e sujeitos às mesmas emoções só porque estão namorando.
Você pode jurar de pés juntos ser fiel, jamais trair, etc etc etc. E seu namorado também. Mas é só na prática, nas situações mais difíceis e tentadoras que a fidelidade é posta à prova. E ninguém consegue obrigar o outro a ser fiel – nem com invenções modernas de cinto de castidade. Fidelidade é preocupação e respeito com o outro, e isso ou é natural, ou não tem jeito, não tem à venda nem nas melhores nem nas piores farmácias e perfumarias.
Então, penso que não tem outro jeito de levar uma vida a dois, a não ser investindo em diálogos e transparência, sabe, jogar limpo, falar o que sente, o que quer e o que não quer, e ouvir também; e sendo sincero tanto com o outro, quanto com você mesmo.
E se por acaso, nem assim não der certo - não deu!... Afinal, nem tudo tem mesmo que dar sempre certo, tem?!

? Vc SaBiA ?

** Chifrar é uma expressão que veio de um hábito curioso da Idade Média: alguns homens traídos assumiam publicamente a situação e andavam pela cidade ornados com um par de chifres.
** A palavra adultério vem do latim “ad alterum litum ire”, que significa ao pé da letra algo como “ir a outra cama”.
** O Livro Dom Casmurro, de Machado de Assis, é um clássico da infidelidade. O grande suspense do livro é justamente saber se houve mesmo uma traição. Bentinho, narrador e personagem principal, se casa e tem um filho com sua namorada de infância, Capitu. Um dia, no velório de um amigo seu, vê uma lágrima rolando no rosto de Capitu. Para completar, acha seu filho cada vez mais parecido com o finado.


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