30 de abril de 2009

Miau...

Lá em casa tinha um gato
tão preguiçoso que só fazia mi
e esperava o cachorro fazer au.
- Rui Werneck Capistrano


24 de abril de 2009

Pra toda a vida

"Dizem que os opostos se atraem, mas não necessariamente se misturam. Rodrigo e Lia não têm nada em comum, a não ser o destino! Vivem ao longo de 25 anos um relacionamento fora dos padrões normais. Na saúde, na doença, na riqueza, na pobreza, Rodrigo e Lia até casaram... só que com outras pessoas! Em uma viagem através do tempo, vivemos esse inconstante e duradouro caso de amor." - Mais Uma Vez Amor
Primeiro foi a música
A canção fez você sorrir
E logo à primeira vista
O mundo girou pra mim
E a paixão é loucura que passa
Como um terremoto, com o tempo acalma
Mas onde você está?

Eu tentei acreditar que sem você eu viveria
Mas assim o tempo para... Cada segundo é um dia...
Mas a paixão com o tempo passa
Como o vento acalma
E ainda quero saber como você está?

O que eu sinto não é de mentira...
E agora tenho certeza que é pra toda vida...
Pra toda vida... Você é pra toda vida!...

Com tantos desencontros
Sei que você não me esqueceu...
Como seria a nossa vida
E tudo aquilo que a gente não viveu?
E a paixão é loucura que passa
Como um terremoto, com o tempo acalma
O amor chegou pra ficar...

O que eu sinto não é de mentira
E agora tenho certeza que é pra toda vida...
Pra toda vida... Você é pra toda vida!...


21 de abril de 2009

Touro (21 de abril a 20 de maio)

Você é materialista e trabalha como um condenado. As pessoas pensam que você é um pão-duro, cabeça-dura, mão-de-vaca, estão certas.
Além disso, você é um teimoso desgraçado que faz só burrada na vida e continua fazendo, fazendo, fazendo...
Você deve estar se perguntando - "Por que eu trabalho tanto e só me ferro?"
A resposta é simples: sua cabeça-dura não deixa você enxergar um palmo além do seu nariz. Por isso que você trabalha como um condenado e nunca consegue subir na vida. Só leva fumo! E graças a sua teimosia idiota, continua levando, levando, levando...


17 de abril de 2009

Nunca Reagir

Se no post anterior eu deixei meu lado mais revolts dominar, neste vou ser mais recional...

A Gabi do blog De Tudo Um Pouco deixou um comentário no post anterior sobre a pena de morte que me fez lembrar um conselho que todo mundo sempre dá e minha mãe.
Minha mãe atuou como advogada criminal por uns 15 anos, eu acho, e embora ela tenha levado muito pouco do trabalho dela pra casa - que ela sempre julgou pesado demais pra ser falado em casa -, nunca me esqueço daquele conselho: NUNCA REAGIR!!
Mas eu nunca me esqueço dele, não porque ela sempre repetia, mas pela explicação que ela deu.
Mesmo hoje eu não entendo muito de leis, mas na época, talvez com 14/15 anos, eu entendia menos ainda então ela usou as palavras mais simples possíveis, e foi mais ou menos isso que ela disse:
- Pela Lei, um assassino pode até responder em liberdade e, em alguns casos, ser absolvido de seu crime, pois um assassinato pode ter vários motivos. Você pode até não saber disso, mas qualquer bandido sabe, que por lei, pra ele, é melhor que vc esteja morta. Portanto, a vantagem é dele. E NUNCA REAGIR talvez seja a única chance que vc tem de sair viva.
Essa explicação, mesmo que rústica, me fez repensar muitas vezes sobre o assunto, e acreditar que, de fato, um assassinato possa ter mesmo vários motivos (não estou dizendo que concordo, justifico, defendo, aceito), e quando penso nisso, que a justiça é, de muitas maneiras, cega, penso que pena de morte talvez deva se aplicar ao que não tenha explicação, como estupro, por exemplo.

E o meu amigo Geraldo (tão estranho te chamar assim!! rsrsrs) do blog Águas do Jacuí também fez um comentário interessante, que vale a pena ser avaliada. A pena de morte é uma solução radical? É, é sim. Talvez fosse mesmo necessária uma reforma geral, como eu até citei no post anterior, pra tudo mudar, mas também acredito que às vezes um pouco de radicalismo não seja de todo ruim, como diz o ditado, tem mal que precisa ser cortado pela raiz...

- Obrigada por deixarem seus comentários!!
=))


14 de abril de 2009

Pena de Morte

Ontem, no trabalho, nós estávamos conversando sobre alguma coisa que já nem me lembro, e acabamos falando sobre esse assunto, se nós deveríamos ou não ter pena de morte no Brasil. E o assunto até que rendeu.

Uns acham que isso seria um erro, e que muita gente inocente acabaria morrendo por nada, principalmente por tantos erros cometidos pela justiça, e outros acham que talvez essa seria uma forma de diminuir a violência que enfrentamos no dia-a-dia.

Eu não sei. Eu fiquei em dúvida...

Meu lado “revolts” é muito a favor da pena de morte, e acredita que essa seria uma boa forma de “por ordem na casa” – senão por bem, através da educação, que seja pelo medo. Meu eu “revolts” com certeza diria: põe todo mundo num paredão e fuzila!!

Por outro lado, do jeito que nossa justiça é cega, seria bem provável que morressem mais meninos de rua que roubam laranja na feira do que trastes imprestáveis e sem recuperação. E é só olhar pro nosso governo pra ver tanta impunidade e o quão cega a nossa justiça é... Afinal, eles roubam um país inteiro, e continuam no poder.

Eu, nem de longe, teria uma solução pra esse problema social, político e econômico que assola nosso país e nos oferece muito pouco retorno em termos de justiça, mas acredito que seria necessária uma reforma geral, de pessoas, de comportamento e de valores.

Fico me perguntado o que fizeram com as aulas de educação moral e cívica que eu tinha na escola, as aulas que, se não moldaram meu caráter, com certeza tiveram sua parte nessa tarefa, que me mostraram o que é certo e errado, o que é justo e injusto, que me disseram que é preciso respeitar pra ser respeitado, que é preciso ser um tanto patriota pra se ter, de fato, uma pátria-casa?

E olhando a minha volta e vendo tanta corrupção e impunidade, me pergunto onde a justiça foi parar? E como ela pôde se corromper? Justo ela, que deveria ser imparcial em todos os momentos, e deveria servir a todos igualmente...

Será que a culpa é minha? Será que a culpa é nossa? Eu não me lembro de ter feito nada que pudesse mudar tudo isso. Mas também não me lembro de ter me deixado levar pelo “jeitinho brasileiro” que tira proveito de tudo e de todos. Não dizem que pra mudar o mundo nós temos que mudar a nós mesmos? E começar pelo nosso mundo? Se isso for verdade, então estou fazendo a minha parte; e se não for, então me sinto de mãos atadas, sem força ou poder pra fazer coisa alguma, e mais revoltada ainda por saber que quem tem essa força e poder não faz nada...

E aí, diante disso tudo, tantas perguntas sem respostas, tantas ações sem reações, tanta falta do que fazer, acabo quase convencida de que meu lado revolts é que tem razão: põe todo mundo num paredão e fuzila!!


9 de abril de 2009

3 de abril de 2009

Nada como a simplicidade

"Quando tinha 14 anos, esperava ter uma namorada algum dia.
Quando tinha 16 anos tive uma namorada, mas não tinha paixão. Então percebi que precisava de uma mulher apaixonada, com vontade de viver.
Na faculdade saí com uma mulher apaixonada, mas era emocional demais. Tudo era terrível, era a rainha dos problemas, chorava o tempo todo e ameaçava suicidar-se. Então percebi que precisava uma mulher estável.
Quando tinha 25 encontrei uma mulher bem estável, mas chata. Era totalmente previsível e nada a excitava. A vida tornou-se tão monótona que decidi que precisava uma mulher mais excitante.
Aos 28 encontrei uma mulher excitante, mas não consegui acompanhá-la. Ia de um lado para o outro e sem se deter em lugar nenhum. Fazia coisas impetuosas, que me fez sentir tão miserável como feliz. No começo foi divertido e eletrizante, mas sem futuro. Então decidi buscar uma mulher com alguma ambição.
Quando cheguei aos 31, encontrei uma mulher inteligente, ambiciosa e com os pés no chão. Decidi casar-me com ela.Era tão ambiciosa que pediu o divórcio e ficou com tudo o que eu tinha.
Hoje, com 40 anos, gosto de mulheres com bunda grande...
E só!!..."

- Luis Fernando Veríssimo