26 de novembro de 2010

Taras e Fantasias

- "A vida é curta. Coma primeiro a sobremesa!" -
- ...Você entregue a mim... preso nas minhas correntes, mãos e pés atados, meus!... 
pra fazer o que eu quiser!... Seu coração batendo forte, sua respiração ofegante, os sentidos aguçados e o sangue quente correndo nas veias... 
O cheiro de medo e prazer me embriagando, me entorpecendo... Carinhos e carícias, mãos, línguas, pele... beijos e mordidas... e você quase lá, no ponto... -


Taras e Fantasias... que atire a primeira pedra aquele que não tiver nenhuma!... Não? Ninguém? - Foi o que pensei!! - Todo mundo tem!! Pode até não admitir, mas tem!
Alguns passam a vida toda se privando de realizá-las por medo, por vergonha, por implicação moral e social, por isso ou por aquilo, e acabam frustrados e insatisfeitos, consigo próprio, com o outro, com a vida.
Outros aproveitam cada uma delas, se dando chance e oportunidade de realizá-las, sem pudor ou constrangimento, sem medo ou preconceito.
Outro dia "presenciei" uma cena dessas, um casal num provador de uma loja num shopping. Loucura?! - Com certeza! Valeu à pena o risco que eles correram?! - Se perguntar, tenho certeza que eles responderiam que fariam de novo e de novo e de novo se pudessem. E estão errados?! - Ah... de jeito nenhum!!
Se os dois se respeitam e dividem o mesmo prazer, não há motivos pra serem condenados. Errado seria o contrário - um não querer ou não gostar e o outro forçar, exigir, impor sua vontade, ultrapassando os limites.
Taras e fantasias fazem parte da vida de todos nós. E vale à pena serem vividas e experimentadas, assim como tudo o mais que nos faz bem, nos satisfaz, nos faz feliz.


Um comentário :

Rita disse...

Não tenho nenhuma objecção a fazer ao que diz, mas sempre gostaria de chamar a atenção para um facto normalmente ignorado: é que as nossas fantasias sexuais são condicionadas não são livres como se pensa quando se fala em fantasias... e são condicionadas pela nossa sexualidade que não é ,genericamente falando, uma sexualidade autonoma mas foi moldada sob a sexualidade masculina que se tornou normativa e qualquer mulher que se queira livre tem de começar por perceber isto.