16 de setembro de 2011

Fez, porque quis


"Toda vez que penso em amor, não penso em reciprocidade. Bem, não assim de imediato. Cada dia que passa percebo que amor é algo que a gente dá, porque sente, não porque quer (ou pedem). O amor é espontâneo e por si só é recíproco.

Tudo que faço pela minha filha, por exemplo, faço porque a amo, não porque quero. Eu lhe beijo, não para educá-la.  Sou sua amiga, não porque ela tem que saber o que é amizade. Independente do que eu TENHA que fazer, eu faço porque a amo, não porque quero. A gente dá presente, porque adora ver o outro feliz. Mas quando ela joga papel de bala no chão INTEIRO, que acabei de limpar, não hesito em dizer em alto e bom som (histérica) que fiquei igual uma CORNA o dia inteiro limpando a casa, e se ela não tá percebendo que tá sujando, eu tô mostrando! Nem ligo para psicologia. PODE CATANDO ESSA #%$#@ TODA A-GO-RA!

Acredito que seja mais ou menos assim em todas as relações entre pessoas que se gostam/amam. SÓ NÃO RETRIBUI AMOR QUEM NÃO TE AMA DE VOLTA. NÃO ACREDITO EM AMOR QUE A GENTE TEM QUE COBRAR. Há momentos, sim, que papéis de bala serão jogados no chão sem querer, e a gente vai reclamar. Há milhares de formas de resolver problemas, há relações e relações… No entanto, não vou acreditar NUNCA em quem me diz “fez, porque quis”. Quem ama não faz porque quer, faz porque ama.

Você está perdendo seu tempo com aquele que diz que nunca te pediu nada. Esse não teve nem a educação de não jogar papel no chão."


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