3 de junho de 2014

Amar loucamente, mas primeiro a si próprio...

"Amar loucamente soa contraditório, pois o amor deve ser sadio e tranqüilo, portanto não deveria ter nada de loucura.

Além disso, o amor requer independência, o que quer dizer poder ficar bem sem o outro. É muito bom quando duas pessoas que podem viver sozinhas descobrem o desejo de viverem juntas, não porque precisam ou por dependência, mas por escolha, por preferência.

A atração sexual não é sinal de amor pois ela, em princípio, sempre existe entre pessoas sadias. E um bom entendimento na relação sexual é natural quando as pessoas se gostam. Sexo é bom e gostoso, nada mais lógico que as pessoas se dêem bem sexualmente. Isso não é nenhuma grande conquista, nem algo difícil de ser alcançado.

Realmente difícil entre um homem e uma mulher é desenvolver uma relação afetiva de mútuo entendimento e respeito, com admiração, consideração e carinho.

É preciso tomar cuidado e não acreditar que para nos sentirmos bem e sermos felizes precisamos de uma pessoa que nos ame. Na verdade, nossa grande necessidade é do nosso próprio amor.

Se nos amamos, podemos cuidar bem de nós mesmos; se não, por mais amores que sejamos capazes de despertar, nos sentiremos sempre insatisfeitos.

Nossa independência está relacionada com nossa capacidade de zelarmos sozinhos por nossa felicidade. Só assim podemos ser felizes com outra pessoa."

- Luiz Alberto Py


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